O
treinamento de força e sua relação com a pressão arterial
O treinamento de força, quando bem orientado, pode ser realizado por qualquer
indivíduo saudável ou mesmo com problemas de saúde, como problemas
cardiovasculares, entre outros. As variáveis do treinamento precisam ser
analisadas e colocadas conforme a necessidade de cada pessoa, como a carga
utilizada, a velocidade e amplitude de execução, intervalos de descanso entre
séries, e outros fatores que influenciam o treinamento. (Câmara, Santarém e
Filho, 2008 – pág. 2)
Porém, Terra et al (2008, pág. 2) nos mostra as controvérsias existentes
entre as pesquisas realizadas analisando a pressão arterial de repouso. Estudos
mostram redução na pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial
diastólica (PAD), outros somente da PAS, ou somente da PAD, ou ainda pesquisas
que não encontraram alterações significativas na pressão arterial após o
treinamento. Portanto, percebemos que os benefícios da musculação sobre a
pressão arterial ainda não é uma unanimidade, devido a tantos resultados
diferentes. Na pesquisa de campo realizada por Terra e Colaboradores, o
resultado obtido foi a redução da PAS e do Duplo Produto de repouso, além da
não ocorrência de efeitos adversos na população que realizou o treinamento
de força.
Câmara, Santarém e Filho (2008, pág. 2) afirmam que os exercícios de
caráter aeróbio geram aumentos da freqüência cardíaca, associados ao
aumento da PAS com manutenção ou redução da PAD. Já a musculação eleva os
níveis das pressões arteriais sistólica e diastólica, com menores
elevações da freqüência cardíaca. O aumento da PAD tem sido sugerido como
fator de proteção durante os esforços, pois esta pressão aumentada favorece
o fluxo coronariano, diminuindo a possibilidade de eventos isquêmicos ou
arrítmicos.
O estudo pesquisado mostra ainda uma relação entre os exercícios resistidos e
a população idosa. Segundo o American College of Sports Medicine (ACSM),
esforços máximos não devem se utilizados por indivíduos idosos durante a
prática dos exercícios resistidos. O Colégio Americano recomenda que o
indivíduo interrompa a execução do exercício no momento subjetivo em que
este se torna “difícil”, avaliação esta que será feita por um
profissional habilitado. Outro fator importante para a população pesquisada é
o intervalo de descanso entre exercícios e séries. Intervalos curtos não
permitem que os níveis de PAS e PAD voltem aos valores de repouso, iniciando
assim uma nova série com valores elevados, o que não é indicado para
pacientes cardiopatas. É importante citar também as contra-indicações para a
população que pretende realizar treinamento de força.
Segundo Vincent & Vincent as contra indicações para a prática da musculação, que também se aplicam a todas as outras formas de exercícios em populações especiais são: pressão arterial sistólica acima de 200 mmHg ou pressão arterial diastólica acima de 110 mmHg, em repouso; queda da pressão arterial ortostática maior que 20mmHg com sintomas; hipotensão ao esforço maior que 15 mmHg; angina instável; arritmias não controladas; estenose aórtica crítica ou sintomática; doença aguda ou febre; freqüência cardíaca de repouso maior que 120 batimentos por minuto; insuficiência cardíaca descompensada; bloqueio átrio-ventricular de 3º grau sem marcapasso; pericardite ou miocardite em curso; infarto ou embolismo pulmonar recente; problemas ortopédicos graves que proíbam os ER; cardiomiopatia hipertrófica; fração de ejeção ventricular esquerda menor que 30%; gravidez complicada. (Câmara, Santarém e Filho, 2008 – pág. 5)
Mesmo com as controvérsias encontradas em alguns estudos, devemos ressaltar o
posicionamento oficial do ACSM, que recomenda a inclusão do treinamento de
força em um programa de prevenção, tratamento e controle da pressão
arterial.
Conclusão
Apesar das diversas opiniões a respeito do uso da musculação para pessoas com
problemas na pressão arterial, percebemos que essa prática pode ser uma grande
aliada para o tratamento e prevenção de doenças cardiovasculares, desde que
seja bem orientada. Mas é importante ressaltar que somente o treinamento de
força não é suficiente para suprir as necessidades fisiológicas dos
indivíduos. É preciso uma alimentação balanceada, além de treinamentos
aeróbios e diversos outros fatores ambientais que poderão influenciar
diretamente na qualidade de vida da população.
Fonte: http://www.efdeportes.com/efd167/a-musculacao-no-controle-da-pressao-arterial.htm



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